EUA atrasam relógios em uma hora no fim do horário de verão de 2026Por Luís Pereira
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Os relógios de grande parte dos Estados Unidos recuam uma hora na madrugada de 1º de novembro de 2026, às 2h, horário local. A mudança encerra o horário de verão no país e atinge a maioria dos estados, além de cerca de 300 milhões de pessoas.
Donald Trump defende o fim das trocas de horário feitas duas vezes por ano, que ele considera inconvenientes e custosas. Na época, ele indicou que o Partido Republicano daria prioridade a uma lei para horário fixo.
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Quem dorme naquela noite ganha uma hora extra de descanso, mas o sol se põe mais cedo no fim da tarde, o que mexe com a rotina diária. O calendário de 2026 e os principais pontos da regra estão listados abaixo.
- Início do horário de verão em 2026: 8 de março, às 2h, com os relógios adiantados para 3h.
- Próximo início: 14 de março de 2027, quando os relógios voltam a ser adiantados em uma hora.
- Duração: oito meses, do segundo domingo de março ao primeiro domingo de novembro.
- Exceções: Havaí, maior parte do Arizona, Porto Rico, Guam, Samoa Americana e Ilhas Virgens Americanas.
Como a troca de horário surgiu no país em 1918
A prática foi criada em 1918, inspirada na Alemanha de 1916, durante a Primeira Guerra Mundial. O objetivo era economizar energia. Ao longo das décadas, ela foi suspensa e retomada em crises, como a Segunda Guerra Mundial e o embargo de petróleo de 1973.
Desde 2007, o período vai do segundo domingo de março ao primeiro de novembro. Até 2025, o calendário americano coincidia com o do Canadá e do México.
Ganhos apontados e custos questionados pelos críticos
Estudos recentes apontam que a luz extra no fim da tarde reduz crimes em até 7% nas áreas iluminadas. Varejo e turismo também ganham com atividades ao ar livre por mais tempo.
Uma enquete de 2021 mostrou que 58% dos americanos preferem o horário adiantado para o lazer noturno. A coordenação internacional, por sua vez, facilita o comércio e a logística.
Críticos afirmam que as trocas geram custos de produtividade estimados em bilhões por ano. Para eles, a economia de energia é pequena, porque o ar-condicionado compensa o ganho com iluminação.

Sono perdido e alta de acidentes de trânsito
A American Academy of Sleep Medicine registrou alta de 6% em acidentes de trânsito após o início do horário de verão, associada à perda de sono. Especialistas defendem um horário padrão fixo, para respeitar os ritmos circadianos.
Uma enquete de 2021 indicou que 75% dos americanos rejeitam as trocas duas vezes por ano. Trump reforçou sua posição em março de 2025, ao citar a divisão de opiniões sobre o tema.
Cerca de 30 estados discutem o assunto. Flórida e Texas buscam a adoção permanente, e na Flórida uma lei estadual prevê o horário fixo, mas depende de aprovação do Congresso dos EUA.
Projeto para horário permanente travado na Câmara
A Sunshine Protection Act foi aprovada por unanimidade no Senado em 2022 e propõe o horário de verão permanente. A proposta, porém, não avançou na Câmara, e em 2025 tinha 45 copatrocinadores de ambos os partidos.
Trump sinalizou apoio à proposta em abril. Oregon e Washington formaram blocos a favor do horário fixo.
Uma consulta de 2024 registrou que 62% são favoráveis ao fim das trocas. O tema deve voltar à pauta do Congresso, controlado pelos republicanos em 2026.
Trabalho, escola e voos sofrem com a adaptação
A troca afeta trabalho, escola e transporte. Segundo um estudo de 2023, 40% dos trabalhadores sentiram fadiga nas primeiras semanas, e no Brasil o horário de verão não é adotado desde 2019.
Aeroportos de Nova York enfrentam confusão em voos transatlânticos. Empresas de tecnologia atualizam seus sistemas automaticamente.
O comércio transfronteiriço segue guias anuais de adaptação. Orlando fica duas horas atrás de Brasília depois da mudança de 1º de novembro de 2026.
Onde o relógio não muda e quais territórios ficam de fora
O Havaí mantém o horário padrão o ano todo por causa da localização equatorial. O Arizona não adota a mudança desde 1968, com exceção da Nação Navajo.
Porto Rico, Guam, Samoa Americana e Ilhas Virgens Americanas seguem sem as trocas. Regiões polares lidam com extremos de luz, mas isso não afeta o continente.














