Horário de verão nos EUA termina em 1º de novembro de 2026 com relógios atrasados 1 horaPor Luís Henrique Costa
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Os relógios em grande parte dos Estados Unidos voltam uma hora para trás no domingo, 1º de novembro de 2026, quando marcarem 2h da madrugada. Com isso, o horário de verão chega ao fim e o país volta ao horário padrão de inverno. A Costa Leste passa a ficar duas horas atrás de Brasília, e cidades com forte presença de brasileiros, como Miami, Orlando e Nova York, entram nessa diferença.
Dia de domingo terá 25 horas e pede atenção de quem viaja
A troca acontece ao mesmo tempo nos principais fusos continentais, e o domingo passa a ter 25 horas nominais. Quem vai embarcar ou desembarcar deve conferir o cartão de embarque com cuidado, já que os voos seguem a hora local de cada terminal. As companhias mantêm os horários de decolagem nos bilhetes, mas a duração aparente da travessia muda. Traslados e reservas de hotel também precisam ser confirmados antes da chegada.
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Veja a conversão entre Brasília e a Costa Leste
Como o Brasil não adota horário de verão desde 2019, a diferença depende apenas da data definida em Washington. Os horários abaixo mostram a correspondência a partir do domingo.
- 10h em Brasília correspondem a 8h na Costa Leste
- 15h em Brasília correspondem a 13h na Costa Leste, como em Orlando e Nova York
- 20h em Brasília correspondem a 18h na Costa Leste
A regra vem do Energy Policy Act, lei federal de 2005 que fixou o início do horário de verão no segundo domingo de março e o fim no primeiro domingo de novembro. Ela admite exceções. O Havaí e grande parte do Arizona não aderem ao horário de verão e mantêm o horário padrão o ano todo. Porto Rico, Guam, Ilhas Virgens Americanas e Samoa Americana também ficam de fora, e a Nação Navajo, que cobre parte do nordeste do Arizona, segue o ajuste.
Celulares se ajustam sozinhos, mas relógios analógicos não
Aparelhos conectados à rede celular, como smartphones, relógios inteligentes e computadores pessoais, fazem a troca de forma automática. Para isso, o usuário precisa manter ativada a opção de fuso horário automático do sistema operacional. Já relógios de ponteiros, painéis de carros e eletrodomésticos com visor digital fixo exigem correção manual antes das atividades de domingo.
No ambiente corporativo, a mudança exige reprogramação imediata de quem trabalha em jornadas remotas e de reuniões com equipes sediadas nos Estados Unidos. O fim do expediente no Brasil passa a coincidir com o meio da tarde em escritórios de cidades como Atlanta e Washington. Com isso, a janela de sobreposição para decisões em tempo real fica menor.
O mercado de capitais também sente o efeito. O pregão regular da Bolsa de Nova York e do índice Nasdaq passa a rodar das 11h30 às 18h, no horário de Brasília, o que amplia em uma hora a negociação no período da tarde brasileira. A mudança afeta a liquidez de ações cruzadas, recibos de depósitos e contratos futuros negociados na B3.
Senado não votou projeto que acabaria com a troca de horário
A Câmara dos Representantes aprovou em 14 de julho de 2026, por 308 votos a 117, o Sunshine Protection Act (H.R. 139), projeto que tornaria o horário de verão permanente. O texto foi recebido pelo Senado em 15 de julho de 2026 e enviado à comissão de Comércio, Ciência e Transporte. Até agora, não há votação marcada no Senado, e os senadores só retornam a Washington depois das eleições de 3 de novembro de 2026. Por isso, a regra atual continua valendo.
A vigência do horário padrão norte-americano se estende até domingo, 14 de março de 2027, quando os relógios avançam 60 minutos para o início do próximo horário de verão. Até lá, a Costa Leste permanece duas horas atrás de Brasília. Os fusos Central, Montanhas e Pacífico ficam, respectivamente, três, quatro e cinco horas atrás do horário brasileiro.
















