Horário de verão nos EUA termina no domingo (1º) e muda diferença com o BrasilPor Luís Henrique Costa
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Os relógios de grande parte dos Estados Unidos voltam uma hora no domingo (1º), quando marcarem 2h da madrugada e passarem para 1h. Com a troca, o horário de verão norte-americano chega ao fim e a Costa Leste, onde ficam cidades como Orlando, Miami e Nova York, passa a ficar duas horas atrás de Brasília.
A mudança acontece ao mesmo tempo nos principais fusos do país, e o domingo terá 25 horas nominais durante a transição. Companhias aéreas, viajantes e empresas com operações no exterior precisam conferir horários com atenção, porque os itinerários seguem a hora local de cada terminal.
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Quanto a diferença com Brasília vai mudar
O Brasil não adota horário de verão desde 2019, e a correspondência entre os dois países passa a depender apenas das regras de Washington. Para quem marca compromissos pelo relógio brasileiro, a conversão com a Costa Leste fica assim:
- 10h em Brasília correspondem a 8h na Costa Leste dos Estados Unidos
- 15h em Brasília correspondem a 13h em Orlando e Nova York
- 20h em Brasília correspondem a 18h na Costa Leste dos Estados Unidos
Lei federal de 2005 fixa as datas e cria exceções
As datas do ciclo seguem o Energy Policy Act, lei federal de 2005 que organizou o calendário do país. Pela norma, o período de economia de luz natural começa no segundo domingo de março e termina no primeiro domingo de novembro. A regra abrange quase todo o território, mas admite exceções para jurisdições que optaram por não aderir. O Havaí e a maior parte do Arizona mantêm o horário padrão o ano inteiro, e a Nação Navajo, dentro do Arizona, aparece entre os locais que fazem a troca em reportagem de outubro de 2026. Porto Rico, Guam e Ilhas Virgens Americanas também ficam fora do procedimento.
Celulares ajustam sozinhos, relógios analógicos não
Aparelhos ligados à rede celular, como smartphones, relógios inteligentes e computadores pessoais, fazem a troca sem intervenção. Para isso, o usuário precisa manter ativada a opção de fuso horário automático do sistema operacional. Já relógios de ponteiros, cronômetros de painel de veículos e eletrodomésticos com painel digital fixo exigem correção manual antes das atividades de domingo.
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Bolsa de Nova York e Nasdaq estendem negociação no período da tarde
No ambiente corporativo, a mudança obriga a reprogramação imediata de profissionais em jornadas remotas e de reuniões com equipes sediadas nos Estados Unidos. O fim do expediente no Brasil passa a coincidir com o meio da tarde em escritórios de Atlanta e Washington, o que reduz a janela de sobreposição para decisões em tempo real. Quem trabalha à distância precisa revisar calendários e alarmes, porque o ajuste ocorre na madrugada de domingo, quando muita gente dorme.
O pregão regular da Bolsa de Nova York e do índice Nasdaq passa a funcionar entre 11h30 e 18h, pelo horário de Brasília. A hora adicional no fim da tarde brasileira afeta a liquidez de ações cruzadas, de recibos de depósito e de contratos futuros negociados na B3.
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Passagens mantêm horário, mas travessia pede planejamento
As companhias aéreas mantêm inalterados os horários nominais de decolagem nos bilhetes já emitidos. Ainda assim, o tempo aparente de travessia e o desembarque exigem planejamento dos viajantes. Traslados urbanos e reservas de hotel também devem ser conferidos antes da viagem, para evitar desencontros na chegada.
Horário de verão volta em 14 de março de 2027
O horário padrão norte-americano vale até 14 de março de 2027, quando os relógios avançam 60 minutos para o início do próximo ciclo de primavera. Até lá, a Costa Leste permanece duas horas atrás de Brasília. Nos fusos Central, das Montanhas e do Pacífico, a defasagem em relação ao horário brasileiro é de três, quatro e cinco horas, respectivamente.
















