Desemprego no Brasil permanece em 5,6% no trimestre móvel encerrado em setembro. O indicador, medido pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), iguala o resultado dos períodos anteriores e representa o menor patamar desde 2012. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os dados nesta sexta-feira (31).
A população desocupada soma 6,045 milhões de pessoas, com redução de 209 mil em relação ao trimestre anterior. Na comparação anual, a queda chega a 809 mil indivíduos. A força de trabalho totaliza 108,5 milhões.
- Taxa de desocupação: 5,6%
- População ocupada: 102,4 milhões
- Rendimento médio real: R$ 3.507
Recordes no emprego formal
O número de empregados com carteira assinada no setor privado alcança 39,2 milhões. Esse volume cresce 2,7% no ano, adicionando 1 milhão de postos.
Os trabalhadores sem carteira assinada somam 13,5 milhões, com recuo de 4% em 12 meses. O setor público emprega 12,8 milhões, alta de 2,4% anual.
Movimentação setorial
Agricultura e construção expandem a ocupação em 3,4% cada. O primeiro setor ganha 260 mil vagas, enquanto o segundo adiciona 249 mil.
Comércio registra queda de 1,4%, perdendo 274 mil postos. Serviços domésticos reduzem 2,9%, com menos 165 mil trabalhadores.
Esses ajustes compensam variações e mantêm a estabilidade geral. Transporte cresce 6,7% no ano, com mais 371 mil ocupados.
Rendimentos e informalidade
O rendimento real habitual atinge R$ 3.507, alta de 4% em relação a setembro de 2024. A massa total de rendimentos chega a R$ 354,6 bilhões.
Esse valor sobe 5,5% no ano, somando R$ 18,5 bilhões extras. A taxa de informalidade fica em 37,8%, afetando 38,7 milhões de trabalhadores.
Níveis de subutilização
A taxa de subutilização da força de trabalho marca 13,9%. A população fora da força de trabalho totaliza 65,9 milhões.
Os desalentados somam 2,6 milhões de indivíduos. Profissionais por conta própria alcançam 25,9 milhões, com aumento de 4,1% anual.
Variações anuais destacadas
Administração pública e serviços sociais expandem 3,9%, ganhando 724 mil vagas. Serviços domésticos recuam 5,1% no ano, com perda de 301 mil postos.
A coordenadora do IBGE destaca a sustentabilidade da ocupação elevada. O mercado de trabalho mostra resiliência ao longo de 2025.
A população ocupada mantém patamar recorde apesar das flutuações setoriais. Agropecuária e construção contrabalançam reduções em comércio e serviços domésticos. O emprego formal continua em ascensão, enquanto a informalidade apresenta leve declínio. Rendimentos crescem de forma consistente, impulsionando a massa salarial total.
