Telescópio James Webb identifica aglomerado LAP1-B como possível População III de estrelas primordiais

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Telescópio James Webb Foto: Telescópio James Webb - muratart/ Shutterstock.com

Telescópio James Webb localiza aglomerado estelar LAP1-B a 13 bilhões de anos-luz da Terra. Pesquisadores identificam sinais compatíveis com estrelas da População III, formadas logo após o Big Bang. A observação ocorreu por meio de lente gravitacional da galáxia MACS J0416.

O estudo, publicado no The Astrophysical Journal Letters, analisa espectros que indicam fótons de alta energia e massas de cerca de 100 sóis. A equipe liderada por Eli Visbal, da Universidade de Toledo, destaca três critérios atendidos pelo aglomerado. Essas estrelas consistem principalmente de hidrogênio e hélio, sem metais pesados.

  • Formação em ambiente de baixa metalicidade;
  • Aglomerados de baixa massa com estrelas gigantes;
  • Distribuição de massas prevista para populações iniciais.

Características do aglomerado LAP1-B

O aglomerado LAP1-B apresenta linhas de emissão consistentes com previsões teóricas. As estrelas exibem brilho elevado e composição primordial.

Pesquisas anteriores aproximaram-se de detecções semelhantes na galáxia GN-z11. No entanto, o atual trabalho oferece evidências mais robustas.

Papel da lente gravitacional

A galáxia MACS J0416 distorce a luz do LAP1-B, ampliando a visibilidade. O espelho de 6,5 metros do James Webb captura detalhes em infravermelho.

Esse fenômeno permite observar objetos distantes com maior precisão. A curvatura do espaço-tempo cria arcos e anéis na imagem.

james webb
james webb – Foto: 24K-Production/Shutterstock.com

Espectros e análise de emissão

Os espectros revelam grande quantidade de fótons energéticos. Isso alinha com modelos de estrelas População III. As massas estimadas alcançam 100 vezes a do Sol. A ausência de elementos pesados reforça a hipótese primordial.

Comparação com estudos prévios

Um trabalho de março de 2024 examinou a galáxia GN-z11, formada 430 milhões de anos após o Big Bang. Na época, sinais sugeriram estrelas antigas, mas sem confirmação definitiva.

O LAP1-B atende critérios adicionais de temperatura e aglomeração. Visbal enfatiza a distinção em relação a observações passadas.

Contribuições do infravermelho

O James Webb opera em comprimentos de onda infravermelhos. Isso penetra poeira cósmica e revela formações iniciais. A tecnologia permite espectroscopia detalhada de objetos remotos. Mesmo sem confirmação absoluta, avança o entendimento da cosmogênese estelar.

Detalhes da formação primordial

As estrelas População III surgiram de gás primordial após o Big Bang, há 13,8 bilhões de anos. Elas atingiam tamanhos gigantescos devido à ausência de metais.

A combinação de hidrogênio, hélio e matéria escura gerou astros com milhão de vezes a massa solar. Sua detecção direta permanecia elusiva até o momento.

Avanços na observação distante

O telescópio utiliza instrumentos como NIRSpec para análise espectral. A distância de 13 bilhões de anos-luz equivale à luz emitida na infância do universo. Essa capacidade expande o conhecimento sobre eras cósmicas iniciais. O estudo valida previsões teóricas de Einstein sobre aglomerados estelares.

Bruna Santos é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve e colabora para o portal desde 2024. Formação: Professora.

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