Ex-diretor do CDC alerta para contaminação por ciclosporíase em frutas e vegetais

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Stand de caixas cheias de frutas e legumes frescos Foto: Stand de caixas cheias de frutas e legumes frescos - BearFotos/Shutterstock.com

Com a progressão da proliferação de casos de ciclosporíase em diversas regiões do país, o Dr. Robert Redfield orienta, em 6 de agosto de 2026, a população a evitar o consumo de algumas frutas e vegetais, além da alface já mencionada.

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) informou que outros seis estados norte-americanos registraram novas ocorrências de ciclosporíase, elevando o número total para mais de 22.000 casos confirmados ou sob suspeita em todo o território dos Estados Unidos.

Mortes por ciclosporíase aumentam preocupação nos Estados Unidos

O estado de Michigan, onde foram reportadas as duas primeiras fatalidades relacionadas ao surto, transformou-se em um epicentro da enfermidade parasitária, contabilizando mais de 11.000 diagnósticos. Autoridades de saúde confirmaram que as duas pessoas que perderam a vida possuíam outras condições médicas graves, aumentando a vulnerabilidade.

Adicionalmente, órgãos de saúde do Reino Unido detectaram uma elevação considerável no número de infecções entre pessoas que retornavam de viagens ao México. Embora a fonte precisa do surto não tenha sido totalmente identificada, alguns casos foram conectados à alface produzida no México e distribuída pela empresa Taylor Farms.

O CDC reiterou que o surto de ciclosporíase já impactou 15 estados americanos, sendo a alface iceberg o principal vetor inicial de contaminação.

Robert Redfield, ex-diretor do CDC, revelou ao programa “Elizabeth Vargas Reports” que o parasita também foi detectado em outras culturas, como mirtilos, framboesas e ervilhas-de-cheiro, expandindo a gama de alimentos sob risco.

“Para haver a contaminação, é necessário que os vegetais entrem em contato com matéria fecal humana. Essa é uma situação que não costumamos observar com frequência nos Estados Unidos”, explicou ele, sublinhando a natureza incomum dessa forma de contaminação em solo americano.

Visão microscópica de close-up de ciclosporíase
Visão microscópica de close-up de ciclosporíase – Alones/Shutterstock.com

Recomendações para consumo de vegetais e frutas cruas durante o surto

O especialista aconselhou prudência no consumo de vegetais crus, com exceção da alface que já vem embalada e processada.

“A opção mais segura é optar por vegetais de cultivo local, pois o principal risco atual recai sobre os produtos importados de outros países”, observou Redfield. Ele enfatizou que “a única forma de contrair a ciclosporíase é através do consumo de vegetais contaminados”.

Aprofundando a discussão sobre a higiene dos vegetais, Redfield informou que o parasita é “extremamente difícil de eliminar” por métodos comuns de limpeza.

“Portanto, mesmo que se lave a alface e a coloque em uma centrífuga, se houver o parasita Cyclospora, ele permanecerá presente”, afirmou ele. “Não é possível eliminá-lo apenas com a lavagem.”

Tratamento para a ciclosporíase pode ser feito com antibióticos

Redfield reconheceu que, para os indivíduos que manifestam sintomas da doença por mais de 48 horas, o quadro clínico é tratável.

Preocupação com fatalidades por Cyclospora em pacientes com comorbidades

“A doença é sensível a um antibiótico conhecido como Septra ou Bactrim”, esclareceu ele. “Com o uso desse medicamento, a recuperação, que habitualmente levaria de duas a quatro semanas, pode ser alcançada em apenas cinco a sete dias.”

Beatriz Lima é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2024.

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