Riso incontrolável de criança em MG revela crise epilética gelástica rara, diz mãePor Carolina Costa
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Uma mãe de Contagem, Minas Gerais, viveu momentos de apreensão em 21 de agosto de 2026, ao notar que sua filha, de 9 anos, não conseguia parar de rir por mais de uma hora. A fotógrafa Alinne Barbosa, de 38 anos, reparou que as pupilas da menina estavam dilatadas e decidiu procurar ajuda médica. No hospital, ela foi informada que a filha Eduarda estava, na verdade, enfrentando uma crise gelástica, uma forma incomum de epilepsia que causa risadas involuntárias.
“Foi assustador. É um misto de sentimentos”, relatou Alinne, em um depoimento exclusivo.
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As manifestações começaram de maneira súbita, por volta das 21h. Alinne explicou que a filha a auxiliava na cozinha quando, sem nenhum motivo aparente, Eduarda começou a gargalhar. Após um período descontraído rindo junto com a filha, a situação se tornou preocupante.
Quando Alinne pediu para a menina cessar o riso, Eduarda continuou a gargalhar, já havia mais de uma hora desde o início do episódio. Foi nesse momento que a mãe percebeu o olhar distante da filha e compreendeu que não se tratava de uma simples crise de riso.
Como estudante de técnico em enfermagem, Alinne realizou um rápido exame na filha. Ela verificou a frequência cardíaca e respiratória, a saturação de oxigênio e a glicemia, que estavam dentro da normalidade. No entanto, as pupilas dilatadas indicaram que a menina poderia estar sofrendo uma crise epiléptica, um assunto que Alinne havia estudado cerca de um mês antes.
Descoberta e diagnóstico da condição rara
Junto com o marido, Alinne levou a filha ao hospital. A enfermeira responsável pela triagem notou as pupilas dilatadas de Eduarda e imediatamente chamou a pediatra. A médica, então, solicitou uma tomografia de crânio e acionou um neuropediatra para avaliar o caso.
Mesmo durante a realização da tomografia, Eduarda continuava em crise. Apesar do resultado normal do exame de imagem, a pediatra e o neurologista chegaram à conclusão de que era uma crise epiléptica gelástica isolada. Eles explicaram que, no caso de Eduarda, a crise pode ter sido provocada por ansiedade ou estresse que a menina não conseguiu manifestar de outra forma.
A crise durou das 21h até 1h05 da madrugada, quando Eduarda finalmente conseguiu dormir após horas de risadas ininterruptas. Alinne afirmou que, embora já suspeitasse de epilepsia, a experiência foi aterrorizante. Ela encontrou calma na fé e na informação de que a filha não seria diagnosticada com epilepsia crônica.
Desafios na busca por tratamento adequado
Quando Eduarda despertou, a mãe conversou com ela, tentando explicar de forma simples e lúdica o que havia acontecido para que a criança não ficasse assustada. Eduarda recorda-se de todos os detalhes.
Até o momento, a menina teve apenas este episódio da crise. A família ainda não tem informações sobre qual tratamento será necessário. Alinne expressou preocupação com a dificuldade de acesso a um especialista, já que estão sem plano de saúde e aguardam o agendamento de uma consulta com neurologista através do posto de saúde.
Apesar do grande susto, a mãe confirmou que Eduarda está bem e retomou sua rotina normalmente, como qualquer criança de sua idade.















