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Estudo da Anbima mostra que 93% dos aposentados dependem do INSS

Confira a lista de doenças que garantem direitos previdenciários sem carência mínima
Foto: Confira a lista de doenças que garantem direitos previdenciários sem carência mínima Crédito: Confira a lista de doenças que garantem direitos previdenciários sem carência mínima
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A pesquisa Raio-X do Investidor Brasileiro, realizada em 2025 pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), apontou que 93% dos aposentados no Brasil dependem dos pagamentos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O estudo apurou que apenas 16% dos entrevistados no país guardam dinheiro com foco na aposentadoria.

O levantamento da Anbima identificou que cerca de 60% dos cidadãos que continuam trabalhando acreditam que o benefício estatal será a fonte central de subsistência na velhice, proporção bem inferior aos 93% registrados entre os trabalhadores já retirados do mercado que sustentam despesas exclusivamente com a Previdência.

Descompasso atinge rotina de quem encerra a carreira

O empresário Ricardo Krolikowski, de 62 anos, manteve um atacado de autopeças por 37 anos e priorizou despesas familiares imediatas antes de acumular patrimônio. Ao se aposentar pelo INSS junto com a esposa, ele constatou que a remuneração oficial supria unicamente a mensalidade do plano de saúde. Ricardo Krolikowski declarou: “Não se tinha muita condição de pensar em uma poupança planejada, como se deve fazer a partir de cedo em relação à aposentadoria”.

O comerciante mantém o atacado de autopeças em funcionamento para complementar a renda do INSS.

Falta de reserva financeira atinge a maioria das famílias

O levantamento da Anbima avaliou a vulnerabilidade dos cidadãos em relação à capacidade de arcar com imprevistos de saúde ou desemprego. Os dados do levantamento detalham o nível de economia dos participantes:

  • Aproximadamente 3% das pessoas possuem valores guardados para cobrir custos por cinco anos ou mais.
  • Cerca de 10% mantêm economias suficientes para bancar despesas por menos de uma semana.
  • O grupo sem nenhuma reserva financeira para emergências representa 31% do total de participantes.

A ausência de liquidez imediata atinge 31% dos trabalhadores sem saldo para emergências. O dinheiro guardado cobre custos súbitos provocados por demissão ou compra de remédios. O professor Marcelo Perlin, da Escola de Administração da UFRGS, afirmou que aportes contínuos diminuem o tempo necessário para formar a proteção patrimonial.

Efeito dos juros compostos exige aportes ao longo do tempo

O professor Marcelo Perlin explicou que a modalidade de juros compostos faz com que os rendimentos gerados pelo próprio investimento passem a render novos valores.

O docente da UFRGS advertiu: “A única forma de construir uma reserva é poupar mais. E quem começou mais tarde vai ter que aumentar a taxa de poupança para equilibrar essa diferença”. A taxa de crescimento dos ativos acumulados se acelera quando o capital permanece aplicado por períodos prolongados.

Regras de transição definem valor final da aposentadoria

O teto atinge R$ 8.475,55.

O salário mínimo nacional pago aos segurados da Previdência Social fixa o piso em R$ 1.621,00. A advogada previdenciarista Jane Berwanger explicou que a regra permanente em vigor estabelece idade mínima de 65 anos para homens e de 62 anos para mulheres, com ao menos 15 anos de recolhimento ao INSS. Para os trabalhadores do sexo masculino que ingressaram no mercado de trabalho após a reforma da Previdência, o tempo mínimo exigido de contribuição subiu para 20 anos.

A advogada Jane Berwanger afirmou: “Muitas pessoas chegam até mim já perto da idade de aposentadoria. E aí começam a pensar em pagar mais, mas, nessa altura, não tem mais jeito”. O valor concedido depende da média salarial calculada com base no histórico remuneratório da vida profissional do trabalhador.

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