Nasa: telescópio Swift deve reentrar na Terra após falha em resgate orbitalPor Carolina Costa
4 min de leitura
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O telescópio espacial Neil Gehrels Swift, da Nasa, deve reentrar na atmosfera terrestre de forma descontrolada nas próximas semanas. Com cerca de 1,5 tonelada, o equipamento deve ser em grande parte destruído durante a queda, mas alguns componentes podem sobreviver ao intenso aquecimento. A Nasa, agência espacial norte-americana, ainda não informou a data, o horário nem o local da reentrada.
O Swift fez sua última observação científica quando estava a cerca de 275 quilômetros de altitude. Desde então, o atrito com as camadas superiores da atmosfera dificulta manter os instrumentos apontados de forma estável.
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Swift sem data, horário ou local para a reentrada
O telescópio não tem sistema capaz de controlar a descida. Por isso, não pode ser direcionado a uma região específica do planeta, e nenhuma área de queda foi definida até agora.
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Swift: risco considerado baixo para áreas povoadas
O risco para áreas povoadas é considerado baixo, porque a maior parte do trajeto do telescópio passa sobre oceanos e regiões ermas. A órbita do Swift cobre uma faixa entre a região central do México e a América do Sul. Ainda assim, alguns componentes podem sobreviver à reentrada, e não se sabe se algum deles atingirá o solo nem em que lugar.
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Swift: sem previsão de destroços no território brasileiro
Não há previsão de que destroços atinjam o território brasileiro, embora parte do Brasil esteja na faixa de latitudes sobrevoada pelo satélite. Sobre o assunto, Marcos Calil, responsável pelo Setor de Observatório da Urânia Planetário, afirmou: “hoje não existe qualquer dado que permita afirmar que os destroços cairão no país”.
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Katalyst e a tentativa de elevar a órbita do Swift
A Nasa chegou a escolher a empresa Katalyst Space Technologies para uma missão de elevação de órbita do telescópio, prevista para meados de 2026. A espaçonave LINK, da Katalyst, foi desenvolvida para alcançar o Swift e elevar sua órbita. Nenhuma fonte independente confirma, porém, que essa nave tenha sido lançada, e o mês em que a operação foi cancelada não aparece confirmado no material apurado. Em fevereiro de 2026, uma nova previsão indicou que o satélite poderia reentrar antes da missão de elevação de órbita.
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Swift estudou explosões de raios gama por quase 22 anos
O Swift foi lançado para uma missão inicialmente prevista para dois anos. Ele estudava principalmente explosões de raios gama, fenômenos que estão entre os mais energéticos do Universo. Raios gama são uma forma de radiação de altíssima energia, invisível aos olhos. Ao longo de sua operação, o telescópio detectou mais de 2 mil dessas explosões e contribuiu para o estudo de supernovas e buracos negros.
- Lançamento: 20 de novembro de 2004
- Missão inicialmente prevista: dois anos
- Última observação científica: 20 de outubro de 2026
- Inclinação da órbita em relação ao equador: 20,6 graus
- Tempo em órbita até a reentrada prevista: quase 22 anos
O que ainda não se sabe sobre a reentrada do Swift
Não se sabe ainda a data, o horário nem o local exatos da reentrada, já que a Nasa não divulgou essas informações. Também não há confirmação de que algum componente atingirá o solo e onde isso ocorreria. Até o momento, as fontes apuradas apontam apenas que o país está na faixa orbital do satélite, sem dizer se a reentrada ocorrerá sobre o Brasil.
A Nasa ainda não informou quando e onde ocorrerá a reentrada do telescópio.















