Celular Seguro é política permanente e cria banco de celulares roubadosPor Luís Henrique Costa
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Ferramenta do governo federal, o Celular Seguro permite que vítimas de roubo, furto ou extravio de aparelhos bloqueiem o celular com rapidez. O registro reduz o prejuízo financeiro e a exposição de dados pessoais logo após a perda do aparelho.
Cadastro exige conta Gov.br e aceite dos termos
O acesso pode ser feito pelo aplicativo ou pela versão web da plataforma. O login usa a conta Gov.br, com CPF e senha. Depois, o usuário aceita os termos de uso e registra os celulares ou tablets que deseja proteger.
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Também é possível cadastrar pessoas de confiança, que podem emitir alertas em nome do titular quando ele não consegue acessar o sistema. A plataforma não estabelece limite de aparelhos vinculados a uma mesma conta.
Para incluir um aparelho, o número da linha precisa ser informado na área de cadastro. O sistema confere se quem faz o registro é o titular da linha. Quando não for, a validação do responsável pela linha é obrigatória para concluir o processo.

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Passo a passo para emitir o alerta e guardar o protocolo
O alerta pode ser disparado pelo titular ou por um contato de confiança já cadastrado. Basta selecionar o aparelho afetado e ativar a opção específica. Ao final, a plataforma gera um número de protocolo, que o usuário deve guardar para acompanhar o caso.
O alerta aciona bloqueios no celular, na linha telefônica e no acesso a contas em instituições financeiras. Os serviços ligados ao dispositivo ficam, assim, travados de uma só vez.
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A vítima pode registrar a ocorrência por qualquer outro aparelho conectado à internet, como celular, tablet ou computador. Não é preciso cadastro prévio para essa comunicação, e o sistema dispensa a informação do número IMEI ao emitir o alerta.
O programa foi lançado em dezembro de 2023 e soma mais de 3,5 milhões de celulares cadastrados. Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, foram 98.786 alertas em 2025 e 81.843 até 30 de julho de 2026. Em 23 de junho de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou decreto que transforma o Celular Seguro em política pública permanente e cria o Banco Nacional de Celulares com Restrição (BNCR). O banco reúne dados de aparelhos roubados, furtados ou extraviados, e o governo planeja aprofundar a integração do serviço com as polícias civis.















