Defesa de Vorcaro aponta alteração em celular sob custódia da Polícia Federal e pede dados brutosPor Jeronimo Santos
3 min de leitura
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O celular de Daniel Vorcaro teve 657 arquivos modificados no dia seguinte à prisão, afirma um laudo técnico contratado pela defesa do banqueiro. O documento também registra três conexões por porta USB enquanto o aparelho estava sob custódia da Polícia Federal, além de alterações no banco de dados do WhatsApp e na troca de credenciais de acesso.
Vorcaro foi preso pela primeira vez em 17 de novembro de 2025, no Aeroporto de Guarulhos, quando tentava deixar o país. O celular foi apreendido na Operação Compliance Zero, que apura fraudes no Banco Master, liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025. Ele voltou a ser preso em 4 de março de 2026, na terceira fase da mesma investigação.
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Quando a defesa começou a cobrar acesso à perícia?
A defesa protocolou pedido ao Supremo Tribunal Federal em 16 de fevereiro de 2026 para ter acesso integral aos elementos técnicos das perícias. Em 7 de março, reforçou a cobrança e pediu os dados brutos da extração e as imagens forenses, para uma análise independente. No dia 6 de março, o ministro André Mendonça determinou a abertura de inquérito para apurar o vazamento de informações do aparelho.
Laudo aponta registros sem autor identificado
O parecer afirma que os registros isolados “não permitem determinar quem operou o dispositivo”. Para a defesa, a falta de explicação impede classificar as alterações como automáticas ou inofensivas.
- Apreensão do aparelho: 17 de novembro de 2025
- Extração inicial: 19 de novembro de 2025, segundo o parecer
- Arquivos modificados no dia seguinte à prisão: 657, sendo 59 de bancos de dados
- Arquivos novos inseridos: 436, incluindo 5 bancos de dados e 94 imagens
- Conexões por porta USB: três
- Arquivos com datas de modificação em 13 e 14 de maio de 2026: 340, segundo a defesa, no relatório final da PF
Segundo os advogados, o relatório final traz registros posteriores à própria extração, sem explicação técnica nos autos. A defesa afirma que o material apresentado pelo Estado como fiel ao aparelho não traz quem manuseou o celular, por que nem com que resultado.
PF diz que dados estão preservados e sem edição
Em despacho ao Supremo Tribunal Federal no domingo, 13 de setembro de 2026, a Polícia Federal informou que os dados extraídos do celular estão preservados nas dependências da instituição. A PF também afirmou, ao tratar do envio de dados à CPI do INSS, que não pode editar ou selecionar o conteúdo extraído dos dispositivos. Em 21 de setembro de 2026, a análise da PF somava 10,8 mil conversas, 17 mil áudios e 32,7 mil arquivos.
Defesa pede dados brutos da extração inicial
A defesa pede a preservação e o envio dos dados brutos obtidos na extração inicial, e afirma que os elementos recolhidos não servem para fundamentar acusações enquanto a cadeia de custódia não for esclarecida. A reportagem não localizou manifestação pública da PF sobre o parecer contratado pela defesa, que não identifica quem manuseou o aparelho.














