Astrônomos captam pela primeira vez estrela engolindo planeta inteiro em evento raro

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Galaxia, universo Foto: Galaxia, universo - sripfoto/Shutterstock.com

Astrônomos registraram pela primeira vez o momento exato em que uma estrela engoliu um planeta inteiro. O fenômeno ocorreu em uma estrela semelhante ao Sol localizada a cerca de 12 mil anos-luz da Terra, na direção da constelação de Águia. A observação foi possível graças a um aumento repentino de brilho que durou cerca de 500 dias e a uma nuvem fria de gás e poeira detectada posteriormente.

O evento aconteceu quando a estrela, em fase de expansão ao final de sua vida, aproximou seu envelope externo do planeta que orbitava muito próximo. A gravidade estelar destruiu e absorveu o corpo planetário, liberando energia equivalente a milhares de vezes o brilho normal da estrela.

Como os pesquisadores detectaram o fenômeno

O sinal foi identificado inicialmente pelo telescópio Zwicky Transient Facility, no Observatório Palomar, na Califórnia. Um flash óptico intenso chamou a atenção dos cientistas em 2020.

Em seguida, observações com o observatório Keck, no Havaí, confirmaram a presença de elementos químicos típicos de planetas como hidrogênio e hélio na atmosfera da estrela.

  • Aumento de brilho durou aproximadamente 500 dias
  • Nuvem de poeira fria se formou anos após o flash
  • Temperatura da estrela caiu de 6.000°C para cerca de 100°C no local do evento
  • Elementos metálicos foram incorporados à composição estelar

Características do planeta destruído

O planeta tinha massa estimada entre uma e dez vezes a de Júpiter. Ele orbitava a estrela a uma distância menor que 1,5 vez o raio atual do Sol.

A proximidade fez com que o planeta fosse engolido durante a fase de gigante vermelha da estrela. Planetas menores poderiam produzir sinais mais fracos e difíceis de detectar.

espaço
espaço – Triff/Shutterstock.com

Diferenças entre planetas pequenos e grandes

Planetas do tamanho da Terra causam alterações sutis na luminosidade estelar. Corpos maiores, como gigantes gasosos, geram explosões de energia mais visíveis.

A quantidade de material ejetado também varia conforme a massa do planeta. Eventos com planetas pequenos podem passar despercebidos em observações atuais.

O que o caso revela sobre evolução estelar

Estrelas como o Sol expandem-se ao esgotar o hidrogênio em seu núcleo. Essa expansão pode alcançar órbitas de planetas internos em bilhões de anos.

O fenômeno observado confirma modelos teóricos sobre fusão de envelopes estelares. A incorporação de material planetário altera a composição química da estrela de forma permanente.

Implicações para o Sistema Solar

O Sol passará por fase semelhante daqui a cerca de 5 bilhões de anos. Mercúrio e Vênus serão certamente engolidos nessa etapa.

A órbita da Terra poderá ser afetada, dependendo da perda de massa solar. O evento registrado serve como exemplo direto do processo que ocorrerá no futuro.

Avanços na detecção de eventos similares

Novos telescópios como o Rubin Observatory aumentarão a capacidade de identificar casos parecidos. Centenas de eventos podem ser registrados nos próximos anos.

A combinação de dados ópticos e infravermelhos melhora a precisão das observações. Técnicas atuais permitem distinguir engolimentos de outros fenômenos transitórios.

Maria Clara é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2016: Formação: Atriz.

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