A lua cheia desta quinta-feira, 4 de dezembro de 2025, será uma supermoon, fenômeno que acontece quando a fase cheia coincide com o perigeu, ponto mais próximo da órbita lunar em relação à Terra.
O satélite estará a 357.219 quilômetros do planeta, distância que aumenta o diâmetro aparente em cerca de 8% e o brilho em aproximadamente 16% em comparação com uma lua cheia média.
O evento ganha o nome tradicional de Lua Fria ou Cold Moon no hemisfério norte e será visível em todo o mundo a partir do horizonte leste logo após o pôr do sol.
Por que esta supermoon é especial
O perigeu de dezembro de 2025 é o mais próximo desde abril de 2020. Embora tenha ficado ligeiramente mais distante que a supermoon de novembro (Beaver Moon), ainda oferece uma das melhores oportunidades do ano para observação.
A combinação de ar frio e baixa umidade típica do início do inverno no hemisfério norte torna o céu mais transparente. Essa condição reduz a turbulência atmosférica e melhora a nitidez das imagens.
Fotógrafos profissionais e amadores poderão registrar o disco lunar maior e mais brilhante sem interferência significativa de nuvens ou poluição luminosa em muitas regiões.
O que define uma supermoon
A órbita da Lua ao redor da Terra é elíptica, não circular. Por isso, a distância varia entre aproximadamente 356 mil km no perigeu e 406 mil km no apogeu.
Existem cerca de 13 perigeus por ano, mas apenas quando coincidem com a lua cheia ou nova recebem o nome de supermoon. O termo foi criado pelo astrônomo Richard Nolle em 1979 e popularizou-se nas últimas décadas.
A variação de distância também é influenciada pela gravidade solar e pela lenta migração da Lua, que se afasta 3,8 cm da Terra a cada ano.
Distâncias e comparações recentes
- Supermoon de novembro 2025: distância aproximada de 356.800 km
- Supermoon de 4 de dezembro 2025: 357.219 km
- Supermoon mais próxima de 2026: prevista para outubro, ainda sem cálculo exato divulgado
- Lua cheia média: 384.400 km de distância
A diferença de poucos quilômetros entre os perigeus pode parecer pequena, mas afeta diretamente o tamanho aparente no céu.
Fenômeno oposto recebe menos atenção
O ponto mais distante da órbita lunar é chamado de apogeu. Quando a lua cheia ocorre nessa posição, o fenômeno recebe o nome de micromoon.
O disco lunar pode aparecer até 14% menor e 30% menos brilhante que em uma supermoon. Apesar da curiosidade científica, o evento atrai menos interesse do público por oferecer imagens menos impactantes.
Dicas práticas de observação
O melhor momento para ver a supermoon é no instante do nascer da Lua, quando o efeito de ilusão óptica conhecido como “Lua no horizonte” faz o disco parecer ainda maior.
Não é necessário equipamento especial para apreciar o espetáculo, mas binóculos ou telescópios simples melhoram a visão de crateras e mares lunares.
Em regiões urbanas, procure locais elevados ou afastados de luzes artificiais para reduzir o contraste e aumentar o brilho percebido.
Visibilidade global e horário local
O fenômeno será visível em todos os continentes. Na América do Sul, o nascer da Lua ocorre entre 18h e 20h dependendo da cidade.
Nos Estados Unidos, o horário varia de 16h30 na costa leste até 18h na costa oeste. Na Europa, o espetáculo começa entre 16h e 18h; na Ásia e Oceania, entre o fim da tarde e o início da noite.
A lua permanece cheia por cerca de três dias, permitindo observação mesmo em caso de nuvens na noite exata do pico.
A supermoon de dezembro encerra o ciclo de quatro luas cheias consecutivas em perigeu registrado em 2025, sequência que não se repete com frequência.
