A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) registrou um aumento nos casos de sarampo no estado, que atingiu o total de 28 em 2 de setembro de 2026. A capital paulista, isoladamente, é responsável por quase 90% das infecções confirmadas neste ano, intensificando as preocupações com a saúde pública local.
Aumento de infecções e a prevalência na capital
A elevação do número de casos foi confirmada pela SES-SP. Dois novos registros surgiram na cidade de São Paulo. Do total estadual, 25 pacientes são moradores da capital, dois são de São Bernardo do Campo e um reside em Guarulhos, evidenciando a concentração da doença na Região Metropolitana.
Os mais recentes diagnósticos incluem uma criança com menos de um ano e uma mulher na faixa dos 40 anos de idade. As notificações dessas infecções ocorreram nos meses de julho e agosto. A secretaria informou que ambos os casos foram vinculados a cadeias de transmissão já identificadas e estão sob acompanhamento desde então.
Fontes das cadeias de transmissão investigadas
A análise laboratorial das amostras, processada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), confirmou os novos resultados. A SES-SP detalhou que dois dos 28 casos foram importados de outras regiões, enquanto os demais estão relacionados a essas importações, apesar de a fonte exata da infecção não ter sido identificada em todos.
Quatro cadeias de transmissão foram reconhecidas no estado de São Paulo em 2026. A primeira, que surgiu entre março e abril e estava associada a dois casos importados, foi considerada encerrada após 12 semanas sem novas ocorrências relacionadas. As autoridades de saúde continuam monitorando ativamente a evolução da doença.
Impacto da cobertura vacinal e o risco de novas ocorrências
A situação vacinal dos pacientes diagnosticados revela um fator crítico. Entre os 28 casos confirmados, 20 indivíduos não possuíam o registro completo de vacinação contra o sarampo ou apresentavam um esquema vacinal incompleto. Essa lacuna na imunização individual contribui para a propagação da doença e dificulta o controle dos surtos.
A baixa cobertura vacinal é um dos principais desafios para as campanhas de saúde. A doença é altamente contagiosa e se espalha rapidamente em populações não imunizadas, tornando essencial que as metas de vacinação sejam atingidas para proteger a comunidade.
Esforços para ampliar a imunização no estado
O estado de São Paulo tem registrado flutuações na cobertura da vacina tríplice viral, que oferece proteção contra sarampo, caxumba e rubéola. Os dados preliminares do Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo (CVE-SP) mostram:
- Primeira dose:
- Segunda dose:
* 2022: 78,4%
* 2023: 90,8%
* 2024: 99,4%
* 2025: 94,2%
* 2026 (preliminar): 89,35%
* 2022: 65,1%
* 2023: 77%
* 2024: 88%
* 2025: 84,5%
* 2026 (preliminar): 74,64%
Apesar de um avanço notável desde 2022, a meta é alcançar uma cobertura de pelo menos 95% com as duas doses. Durante o “Dia D”, realizado em 22 de agosto, mais de 600 mil doses de diferentes vacinas foram aplicadas em todo o estado, em um esforço para acelerar a imunização da população.
Reconhecendo os sintomas e buscando assistência médica
O sarampo é uma doença infecciosa grave que pode causar diversos sintomas. É crucial que a população esteja atenta aos sinais para procurar atendimento adequado.
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Entre os principais sintomas estão:
- Febre alta.
- Manchas vermelhas que surgem na pele.
- Tosse persistente.
- Coriza.
- Conjuntivite.
Se uma pessoa apresentar esses sinais, deve buscar assistência médica imediata. É fundamental informar aos profissionais de saúde sobre viagens recentes ou qualquer contato com indivíduos que apresentaram quadro semelhante, pois essa informação auxilia no diagnóstico e na contenção da doença.
