Faixa 4 do Minha Casa Minha Vida chega a R$ 13 mil de renda em 2026Por Luís Pereira
5 min de leitura
![]() |
Famílias com renda de até R$ 13 mil por mês passaram a ter uma faixa própria no Minha Casa Minha Vida. A Portaria MCID nº 333 foi publicada no Diário Oficial da União em 1º de abril de 2026, e as novas regras entraram em operação em 22 de abril de 2026.
O programa segue como uma das principais ações do governo federal para oferecer moradia acessível a milhões de brasileiros. Com a portaria, o Ministério das Cidades elevou os limites de renda de todas as faixas urbanas e os valores máximos de imóvel.
Siga o Mix Vale no Google e veja nossas notícias primeiro
Em 2025, o governo federal e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) definiram um pacote de financiamento de US$ 54,05 milhões, cerca de R$ 330 milhões. O dinheiro serve para modernizar a gestão habitacional, fazer reformas estruturais e ampliar o acesso a serviços urbanos essenciais.
Onde os recursos de reforma e infraestrutura são aplicados
Além de financiar casas novas, o programa paga reformas em moradias precárias para que elas atinjam o padrão mínimo de habitabilidade. O ProMorar Brasil, integrado ao Minha Casa Minha Vida, é um dos mecanismos que financiam melhorias em imóveis já existentes.
O governo também definiu critérios para levar moradia digna a regiões de maior vulnerabilidade social. As novas diretrizes incluem regularização fundiária e obras de saneamento, abastecimento de água e mobilidade.
Com os recursos do BID, o programa passou a financiar qualificação profissional para a construção civil. A medida busca gerar empregos e fortalecer o mercado imobiliário popular.
Veja também: Minha Casa Minha Vida 2026: renda até R$ 13 mil e subsídio de R$ 55 mil
Faixas de renda e teto de imóvel em 2026
A renda bruta mensal da família define a faixa em que ela se encaixa a partir de 22 de abril de 2026. Quando mais de uma pessoa assina o contrato, a renda de todas elas é somada.
- Faixa 1: renda de até R$ 3.200 por mês
- Faixa 2: renda de R$ 3.200,01 a R$ 5.000 por mês
- Faixa 3: renda de R$ 5.000,01 a R$ 9.600 por mês
- Faixa 4: renda de até R$ 13 mil por mês
O teto do imóvel também varia conforme a faixa. Na Faixa 4, o valor máximo do imóvel é de R$ 600 mil, e a faixa não tem subsídio do governo.
Desde agosto de 2024, a entrada mínima segue regras diferentes para imóveis novos e usados. O percentual depende da região do país, como mostram os critérios abaixo.
- Imóveis usados: entrada mínima de 30% do valor nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, e de 50% nas regiões Sul e Sudeste
- Imóveis novos: entrada mínima de 30% do valor em todas as regiões do país
Juros e prazo de pagamento para quem entra pela Faixa 4
As taxas do programa variam conforme a faixa e a região, e cotistas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) pagam juros menores. Na Faixa 4, a taxa fica em torno de 10% ao ano, segundo o formato de financiamento apurado pela redação.
O financiamento pode ser quitado em até 420 meses, o equivalente a 35 anos. O primeiro pagamento vence 30 dias após a assinatura do contrato.
O programa permite que as famílias comprometam até 30% da renda mensal com as prestações, com percentuais diferenciados para as faixas de menor renda.
Confira também: Renda máxima do Minha Casa Minha Vida sobe para R$ 13 mil em 2026
Obras e empregos na construção civil
O programa contratou mais de 1,2 milhão de novas unidades habitacionais desde 2023. Em 2025, a previsão de investimentos era de R$ 140 bilhões, uma verba que o governo ligou à redução do déficit habitacional.
A ampliação do programa gera vagas para mão de obra qualificada na construção civil, além de engenheiros e arquitetos. O movimento também aquece o mercado de materiais de construção.
Caixa e Banco do Brasil operam as novas regras
O Banco do Brasil entrou como agente financeiro ao lado da Caixa Econômica Federal, e as duas instituições passaram a operar o programa desde 22 de abril de 2026. A ampliação dos pontos de atendimento facilitou a busca por crédito em mais agências.
A aprovação final do financiamento fica a cargo da Caixa, que avalia renda, histórico de crédito e comprometimento com outras dívidas. Para participar, a família não pode ter imóvel residencial próprio nem financiamento habitacional ativo.















