O golpe que mira quem vende
Quem vende móveis, celulares, roupas ou comida pela internet e pelas redes sociais é o alvo deste golpe. O "comprador" é simpático, aceita o preço e paga por Pix na hora. O comprovante aparece na tela, com nome, valor e o logotipo do banco. Só que o dinheiro nunca entra.
Existem duas versões. Na primeira, o golpista faz um Pix agendado para outro dia. O comprovante do agendamento é parecido com o de um Pix feito, mas traz a palavra "agendado" ou uma data no futuro. Depois que leva o produto, ele cancela o agendamento. Na segunda, ele simplesmente edita uma imagem de comprovante — algo fácil de fazer em qualquer celular.
Comprovante não é dinheiro
A regra de ouro para quem vende é uma só: confira no extrato do seu banco. O Pix cai em poucos segundos, a qualquer hora do dia. Se não apareceu na sua conta, não foi pago. Não importa se o comprador mostrou a tela, mandou print ou está com pressa.
Ative as notificações de Pix recebido no aplicativo do banco. Assim você sabe na hora quando o dinheiro chega, sem depender do que o comprador mostra.
Na entrega em mãos
Combine encontros em lugares movimentados e de dia. Peça o pagamento antes de sair de casa ou espere a confirmação no extrato com o comprador presente. Um comprador de verdade entende a espera.
Por que registrar o boletim de ocorrência
O boletim de ocorrência ajuda o banco a analisar o caso, serve de prova se houver processo e alimenta as investigações da polícia. Ele pode ser feito na delegacia ou pela internet, na Delegacia Eletrônica da Polícia Civil do seu estado: procure "delegacia eletrônica" e o nome do estado no buscador e confira se o endereço é do governo estadual. Guarde prints, números de telefone, nomes, chaves Pix e comprovantes.






























