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A Honda prepara uma grande novidade para o mercado automotivo brasileiro. A segunda geração do SUV compacto WR-V, agora completamente reformulada, tem lançamento marcado para novembro de 2025, trazendo design moderno, motorização eficiente e produção nacional. O modelo, que retorna após hiato de três anos, será fabricado na planta de Itirapina, em São Paulo, e promete competir diretamente com rivais como Toyota Yaris Cross e Volkswagen T-Cross. A confirmação veio durante um almoço com jornalistas, onde executivos da marca detalharam o projeto.

O investimento de R$ 4,2 bilhões até 2030, anunciado pela Honda, sustenta a produção do novo WR-V e outras inovações, como a futura introdução de uma versão híbrida flex. Por enquanto, o SUV chegará em duas versões, EX e EXL, ambas equipadas com o motor 1.5 flex aspirado de 126 cv. A estratégia da marca é posicionar o modelo como uma opção acessível no segmento de SUVs compactos, com preços estimados entre R$ 120 mil e R$ 150 mil.

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O novo WR-V não carrega traços da primeira geração, que era derivada do Fit. Baseado na plataforma GSC (Global Small Cars), compartilhada com o City e o HR-V, o SUV apresenta dimensões maiores e design alinhado aos utilitários mais recentes da Honda. A produção local reforça o compromisso da marca com o mercado brasileiro, onde espera conquistar consumidores em busca de custo-benefício.

  • Principais destaques do novo Honda WR-V:
    • Lançamento oficial em novembro de 2025.
    • Produção na fábrica de Itirapina, São Paulo.
    • Motor 1.5 flex aspirado com 126 cv e câmbio CVT.
    • Duas versões disponíveis: EX e EXL.
    • Preços estimados entre R$ 120 mil e R$ 150 mil.

Detalhes do lançamento confirmados

A data de novembro de 2025 foi anunciada por Marcelo Langrafe, novo diretor comercial da Honda no Brasil, durante encontro com a imprensa. O executivo destacou que o WR-V será uma peça-chave na estratégia da marca para ampliar sua presença no segmento de SUVs compactos. A escolha do mês coincide com a possível participação da Honda no Salão do Automóvel de São Paulo, que retorna após sete anos de hiato, entre 22 de novembro e 1º de dezembro, no Pavilhão do Anhembi.

O evento automotivo pode servir como vitrine para a estreia do SUV, aproveitando a visibilidade para atrair consumidores. A Honda ainda não confirmou oficialmente a presença no salão, mas fontes do setor indicam que ao menos 14 marcas planejam participar, sugerindo um cenário favorável para lançamentos. O WR-V, com sua proposta de SUV de entrada, será apresentado com design global, já visto em mercados como Índia (onde é chamado Elevate) e Japão.

Motorização e desempenho

O coração do novo Honda WR-V será o motor 1.5 BS6 flex aspirado, já utilizado no Honda City e nas versões de entrada do HR-V. Com quatro cilindros, 16 válvulas e injeção direta, o propulsor entrega até 126 cv de potência e 15,8 kgfm de torque, funcionando com etanol ou gasolina. A transmissão automática CVT, com sete marchas simuladas, garante eficiência e conforto, especialmente em uso urbano.

Testes de rua realizados no Brasil, como os flagrados em Palmas (Tocantins) e Campinas (São Paulo), confirmaram o uso de etanol nos protótipos, reforçando a adaptação do motor ao mercado local. A escolha por uma motorização aspirada, em vez de turbo, reflete a proposta de baixo custo de manutenção e consumo otimizado. Dados de mercados asiáticos, onde o motor 1.5 é usado, apontam para consumo médio entre 16,2 km/l e 16,4 km/l, conforme normas japonesas.

  • Características do motor 1.5 flex:
    • Potência máxima: 126 cv (etanol ou gasolina).
    • Torque: 15,8 kgfm.
    • Transmissão: CVT com sete marchas simuladas.
    • Consumo estimado: até 16,4 km/l (baseado em normas internacionais).
WRV
WR-V – Foto: Divulgação

Design renovado e dimensões

O novo WR-V abandona qualquer semelhança com o Fit, adotando a plataforma GSC, que oferece maior rigidez estrutural e espaço interno. Com 4,31 metros de comprimento, 1,79 metro de largura, 1,65 metro de altura e 2,65 metros de entre-eixos, o SUV é maior que o HR-V em alguns aspectos, como o espaço entre-eixos, que garante conforto para cinco ocupantes. O porta-malas, com 458 litros, supera os 354 litros do HR-V, destacando-se no segmento.

O design segue a identidade visual global da Honda, com faróis de LED estreitos, grade frontal imponente e lanternas traseiras interligadas por uma barra horizontal, reminiscentes do Civic. A distância do solo, de 22 cm, prepara o modelo para enfrentar terrenos variados, enquanto o visual robusto reforça sua proposta de SUV. Comparado ao Volkswagen T-Cross, o WR-V tem dimensões semelhantes, mas aposta em linhas mais modernas e acabamento simplificado para manter preços competitivos.

Versões EX e EXL

A Honda optou por oferecer o WR-V em duas configurações: EX e EXL. A versão EX, de entrada, deve incluir itens como rodas de liga leve de 17 polegadas, central multimídia de 8 polegadas com Apple CarPlay e Android Auto, ar-condicionado digital e câmera de ré. A EXL, topo de linha, adiciona o pacote Honda Sensing, com frenagem autônoma, controle de cruzeiro adaptativo e assistente de manutenção de faixa, além de detalhes como carregador de celular por indução e teto solar.

A ausência de uma câmera no retrovisor externo, notada em alguns protótipos, sugere que o sistema LaneWatch, comum em modelos premium da Honda, pode não estar presente em todas as unidades. A estratégia da marca é oferecer equipamentos competitivos sem encarecer o modelo, mantendo-o abaixo do HR-V, que parte de R$ 151.200.

Produção nacional em Itirapina

A fábrica de Itirapina, no interior de São Paulo, será o centro de produção do novo WR-V, ao lado de modelos como City, City Hatch e HR-V. Inaugurada há cinco anos, a planta recebeu investimentos para otimizar processos e aumentar a capacidade produtiva, alinhando-se ao plano de R$ 4,2 bilhões da Honda. O câmbio CVT, montado em Itajaí (Santa Catarina), e o motor 1.5, também produzido localmente, reforçam a nacionalização do SUV.

A produção em Itirapina permite à Honda reduzir custos e oferecer preços mais acessíveis, além de atender à demanda por peças de reposição no mercado brasileiro. A escolha por uma fábrica já consolidada reflete a confiança da marca no potencial de vendas do WR-V, que mira o segmento aquecido de SUVs compactos.

  • Benefícios da produção local:
    • Redução de custos com importação.
    • Maior disponibilidade de peças no mercado.
    • Preços mais competitivos frente a rivais.
    • Geração de empregos na região de Itirapina.

Concorrência no mercado

O segmento de SUVs compactos no Brasil é altamente competitivo, e o novo WR-V enfrentará adversários de peso. O Toyota Yaris Cross, previsto para chegar em 2025, será um rival direto, com opções híbridas e preços semelhantes. O Volkswagen T-Cross, líder de vendas, aposta em motor turbo e design consolidado, enquanto o Nissan Kicks, renovado para 2025, promete tecnologia avançada. Outros concorrentes incluem Fiat Pulse, Renault Kardian e Chevrolet Tracker.

A Honda posiciona o WR-V como uma opção de entrada, com foco em consumidores que buscam um SUV acessível, mas com a qualidade e confiabilidade da marca. A ausência inicial de uma versão híbrida pode limitar sua competitividade frente ao Yaris Cross, mas a promessa de uma variante eletrificada para 2027 mantém o modelo relevante no longo prazo.

Equipamentos e tecnologia

O novo WR-V trará um pacote tecnológico alinhado às expectativas do segmento. A central multimídia de 10,25 polegadas, presente na versão EXL, oferece integração sem fio com smartphones e GPS nativo. Faróis e lanternas em LED, controles de tração e estabilidade e seis airbags são itens de série em ambas as versões, garantindo segurança. O quadro de instrumentos digital, com tela de 7 polegadas, compartilha elementos com o City, mas o design do painel é exclusivo.

A versão topo de linha incluirá o Honda Sensing, um conjunto de assistências ao motorista que eleva o padrão de segurança. O sistema combina frenagem de emergência, manutenção em faixa e controle de cruzeiro adaptativo, tornando o WR-V uma opção atraente para famílias e motoristas urbanos.

  • Tecnologias disponíveis na versão EXL:
    • Honda Sensing com frenagem autônoma.
    • Central multimídia de 10,25 polegadas.
    • Carregador de celular por indução.
    • Teto solar elétrico.
    • Seis airbags e controles de estabilidade.

Planos para eletrificação

Embora o WR-V chegue inicialmente com motorização exclusivamente a combustão, a Honda planeja introduzir uma versão híbrida flex em 2027. O sistema e:HEV, já utilizado no Civic híbrido, combinará o motor 1.5 aspirado, operando em ciclo Atkinson, com dois motores elétricos, oferecendo cerca de 131 cv de potência combinada e 25,8 kgfm de torque. A tecnologia, incentivada por programas como o MOVER, reforça o compromisso da marca com a sustentabilidade.

A eletrificação do WR-V será pioneira entre os modelos produzidos no Brasil, posicionando a Honda como uma das primeiras a oferecer um SUV compacto híbrido flex nacional. A autonomia estimada, com base em modelos asiáticos, pode superar 1.000 km com um tanque de 40 litros, destacando a eficiência do sistema.

Dimensões e espaço interno

O entre-eixos de 2,65 metros garante espaço interno generoso, especialmente para passageiros do banco traseiro. Com 4,31 metros de comprimento, o WR-V é ligeiramente menor que o HR-V, mas seu porta-malas de 458 litros é um diferencial no segmento. A altura de 1,65 metro e o vão livre de 22 cm oferecem versatilidade para uso em estradas e cidades.

O interior, embora mais simples que o do HR-V, mantém a qualidade de montagem característica da Honda. Detalhes como volante revestido em couro, apoios de braço com porta-objetos e espaço para garrafas de 1 litro nas portas reforçam a praticidade. A visibilidade do motorista é ampliada pelo design do capô, que facilita a percepção das extremidades do veículo.

Estratégia de preços

A faixa de preços entre R$ 120 mil e R$ 150 mil posiciona o WR-V como uma alternativa acessível no portfólio da Honda. A versão EX, com equipamentos essenciais, deve partir de valores próximos a R$ 120 mil, enquanto a EXL, mais equipada, pode chegar a R$ 150 mil. Esses valores, confirmados por Roberto Akiyama, vice-presidente comercial da Honda, são estimativas baseadas no cenário atual, podendo variar com inflação ou mudanças cambiais.

A estratégia de precificação visa atrair consumidores que consideram o City Hatch (a partir de R$ 113.600) ou o HR-V (a partir de R$ 151.200), preenchendo a lacuna entre os dois modelos. Versões destinadas ao público PcD, com isenções fiscais, podem reduzir o preço inicial para cerca de R$ 100 mil, ampliando o alcance do SUV.

  • Faixa de preços estimada:
    • Versão EX: a partir de R$ 120 mil.
    • Versão EXL: até R$ 150 mil.
    • Versão PcD: cerca de R$ 100 mil com isenções.

Histórico de vendas e expectativas

O WR-V, em sua primeira geração, foi vendido no Brasil entre 2017 e 2021, mas não alcançou o mesmo sucesso do HR-V. A nova geração, lançada globalmente em 2023 como Honda Elevate, já registra mais de 100 mil pedidos em mercados como Índia, Japão e África do Sul. No Brasil, a Honda espera repetir esse desempenho, aproveitando o crescimento de 27% nas vendas em 2024, quando comercializou 91 mil unidades.

A marca aposta na combinação de design renovado, produção local e preços competitivos para conquistar o segmento de SUVs compactos, que representa uma fatia significativa do mercado brasileiro. O WR-V será o principal lançamento da Honda em 2025, reforçando sua linha de utilitários ao lado de HR-V, ZR-V e CR-V.

Testes e desenvolvimento

O desenvolvimento do novo WR-V no Brasil entrou na fase final, com protótipos flagrados em testes de rua em diversas regiões. Em Palmas, Tocantins, um modelo camuflado revelou detalhes como faróis de LED e rodas de 17 polegadas. Em Campinas, São Paulo, outro protótipo foi fotografado, confirmando o design alinhado ao Elevate indiano. Esses testes garantem a adaptação do SUV às condições locais, como pavimentação e clima.

A Honda trabalha em conjunto com sua filial na Tailândia para o projeto, aproveitando a expertise em modelos da plataforma GSC. O código interno do projeto, 3UT, foi identificado por fontes especializadas, indicando avanços na nacionalização do modelo. A produção em Itirapina será gradual, com aumento de volume a partir de 2025.

  • Etapas do desenvolvimento:
    • Registro de patentes no INPI em 2022.
    • Testes de rua iniciados em 2024.
    • Produção programada para o segundo semestre de 2025.
    • Lançamento oficial em novembro de 2025.

Comparação com a primeira geração

A primeira geração do WR-V, lançada em 2017, era essencialmente um Fit com suspensão elevada e visual aventureiro. Com vendas modestas, o modelo saiu de linha em 2021, deixando espaço para o HR-V. A nova geração, por outro lado, é um projeto independente, com plataforma moderna, dimensões maiores e design global. A transição de um subcompacto para um SUV compacto reflete a evolução do mercado, que demanda veículos mais espaçosos e equipados.

Enquanto o WR-V original media 4,06 metros de comprimento e tinha porta-malas de 363 litros, o novo modelo cresce para 4,31 metros e 458 litros, aproximando-se de concorrentes como o T-Cross. A ausência de relação com o Fit reforça a identidade própria do SUV, que agora mira um público mais amplo.

Maria Clara é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2016: Formação: Atriz.

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