Novo registro de cometa 3I/ATLAS em Easton revela cores e mistério sem cauda

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cometa Foto: cometa - Nazarii_Neshcherenskyi/Shutterstock.com

Uma nova imagem do cometa interestelar 3I/ATLAS, captada por Terry Pundiak em Easton, Pensilvânia, na madrugada de 12 de novembro de 2025, revelou características inesperadas. O registro mostra uma coma brilhante com cores atípicas, mas sem a cauda típica de cometas, levantando questionamentos sobre sua natureza. Descoberto em julho de 2025 pelo telescópio ATLAS no Chile, o objeto é o terceiro confirmado de origem interestelar.

A ausência de cauda desafia as expectativas dos astrônomos, que monitoram o cometa desde seu periélio, em 29 de outubro. A imagem de Pundiak, feita com um telescópio amador, foi compartilhada em redes de observação astronômica, gerando debates. Especialistas investigam se o fenômeno é natural ou indica algo além de um cometa comum.

  • Data da captura: 12 de novembro de 2025, antes do amanhecer.
  • Local: Easton, Pensilvânia, EUA.
  • Equipamento: Telescópio amador de alta resolução.

Observação em Easton

A fotografia de Terry Pundiak destacou a coma, uma nuvem gasosa ao redor do núcleo, com tons esverdeados e azuis. Esses tons sugerem emissões de moléculas como C₂ e NH₂, comuns em cometas, mas a falta de cauda intriga.

O registro foi feito em condições desafiadoras, com o cometa a 29 graus do Sol. A imagem reforça a importância de astrônomos amadores na ciência.

Características do 3I/ATLAS

O cometa 3I/ATLAS, ou C/2025 N1, tem núcleo estimado entre 440 metros e 5,6 quilômetros. Observações da NASA indicam alta concentração de dióxido de carbono e monóxido de carbono, alterados por radiação cósmica.

Telescópios como Hubble e James Webb confirmaram atividade cometária, mas o brilho recente foi inesperado. A órbita hiperbólica indica que o objeto deixará o Sistema Solar após 2026.

Dados sugerem que o cometa pode ter mais de 7 bilhões de anos, anterior ao próprio Sistema Solar. Sua composição metálica, com níquel, é incomum.

Debate científico

A ausência de cauda na imagem de Easton reacendeu especulações. Alguns cientistas, como Avi Loeb, sugerem que o objeto pode não ser um cometa típico, embora evidências apontem para origem natural.

Observações do telescópio MeerKAT, na África do Sul, detectaram sinais de rádio, mas sem indícios de tecnologia. A comunidade científica refuta hipóteses de objetos artificiais.

A NASA monitora o cometa, que estará mais visível em dezembro de 2025. Novas imagens são aguardadas para esclarecer o mistério.

Monitoramento global

Observatórios como o Gemini Sul e o Very Large Telescope capturaram imagens detalhadas do 3I/ATLAS. A passagem próxima a Marte, em outubro, foi registrada por sondas como Tianwen-1.

A órbita do cometa o levará a 1,8 unidade astronômica da Terra em 19 de dezembro. Astrônomos planejam usar o Hubble para estimar o tamanho exato do núcleo.

Próximos passos

A comunidade astronômica aguarda dados da sonda Juice, da ESA, que observará o cometa em 2026. As informações podem revelar mais sobre sua composição.

O cometa 3I/ATLAS oferece uma rara chance de estudar um objeto interestelar. Sua trajetória e comportamento seguem sob análise detalhada.

Maria Clara é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2016: Formação: Atriz.

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