De eclipse total a missões lunares: Os 10 fenômenos imperdíveis no céu e no cosmos que definem o ano de 2026

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Eclipse solar total Foto: Eclipse solar total - Photo: peterschreiber.media/istock

O ano de 2026 reserva uma série de fenômenos astronômicos e avanços na exploração espacial que atraem atenção global. O destaque fica para o eclipse solar total em 12 de agosto, visível em faixa que inclui partes da Groenlândia, Islândia e Espanha, com duração máxima de cerca de dois minutos e 18 segundos. Esse evento marca o primeiro eclipse total no continente europeu desde 1999, com parcialidade observável em grande parte da Europa, incluindo Portugal e regiões da África e América do Norte.

Diversas missões espaciais programadas reforçam o período como marco na exploração. A NASA planeja lançar a Artemis II, primeira missão tripulada ao entorno lunar desde 1972, com quatro astronautas em trajetória ao redor da Lua. A China avança com a Chang’e-7, direcionada ao polo sul lunar em busca de recursos como gelo de água, enquanto a ESA envia a Hera para estudar o sistema de asteroides Didymos após impacto anterior.

Eclipse solar total de agosto

O eclipse de 12 de agosto inicia na Rússia sibérica ao nascer do sol e segue para oeste, passando pela Groenlândia oriental, costa oeste da Islândia e norte da Espanha. A totalidade atinge máximo perto da Islândia, com a sombra lunar cobrindo completamente o Sol por até dois minutos e 18 segundos. Observadores na faixa de totalidade experimentam escuridão diurna breve, com corona solar visível.

Na Espanha, o fenômeno ocorre ao entardecer, criando efeito de eclipse ao pôr do sol em algumas regiões, incluindo as Ilhas Baleares. Grande parte da Europa vê eclipse parcial profundo, com mais de 90% do Sol oculto em países como Irlanda, Reino Unido, França e Itália. Preparações incluem coordenação de logística para públicos grandes em áreas afetadas, com recomendações de uso de filtros solares certificados.

Total solar eclipse
Total solar eclipse – Photo: EyeEm Mobile GmbH/istock

Missão Artemis II da NASA

A Artemis II representa o primeiro voo tripulado do programa Artemis, com lançamento previsto para o início de 2026 a partir do Kennedy Space Center, na Flórida. Quatro astronautas, incluindo representantes da NASA e da Agência Espacial Canadense, realizam trajetória de retorno livre ao redor da Lua, durando cerca de 10 dias. A missão testa sistemas críticos do foguete Space Launch System e da cápsula Orion em ambiente deep space.

Esse voo prepara terreno para missões subsequentes, incluindo pousos lunares planejados para anos seguintes. A Artemis II valida operações de suporte à vida, comunicações e manobras em órbita lunar, contribuindo para objetivos de presença sustentada na Lua.

NASA
NASA – Mia2you/shutterstock.com

Exploração lunar chinesa com Chang’e-7

A China lança a Chang’e-7 em meados de 2026, com composição incluindo orbitador, aterrizador, rover e sonda voadora miniaturizada. A missão foca no polo sul lunar, região de interesse por possíveis depósitos de gelo em crateras permanentemente sombreadas. Instrumentos analisam composição do solo, distribuição de voláteis e estrutura interna da Lua.

A sonda voadora acessa áreas inacessíveis ao rover, coletando dados sobre presença de água. A Chang’e-7 integra contribuições internacionais, com payloads de países como Rússia, Egito e Suíça, ampliando colaboração em exploração lunar.

Missão Hera ao sistema Didymos

A Agência Espacial Europeia envia a Hera para chegada ao sistema binário de asteroides Didymos e Dimorphos no final de 2026. A sonda realiza investigação detalhada pós-impacto causado pela missão DART da NASA em 2022, medindo alterações na órbita e cratera formada no Dimorphos.

A Hera libera dois CubeSats para observações próximas, avaliando composição, massa e propriedades internas dos asteroides. Os dados validam técnica de deflexão por impacto cinético como método de defesa planetária contra ameaças asteroides.

Chuvas de meteoros destacadas

  • Quadrântidas — Pico em janeiro oferece até 120 meteoros por hora em condições ideais.
  • Líridas — Em abril.
  • Eta Aquáridas — Em maio, associadas ao cometa Halley.
  • Perseidas — Em agosto coincidem com lua nova, favorecendo visibilidade elevada.
  • Geminídas — Em dezembro fecham o ano com display intenso.

Essas chuvas proporcionam oportunidades para observação a olho nu em locais de baixa poluição luminosa.

Chuva de meteoros
Chuva de meteoros – Wirestock Creators/shutterstock.com

Outros fenômenos no céu

O ano inclui eclipse lunar total em 3 de março, visível nas Américas, Pacífico e partes da Ásia, com Lua adquirindo tom avermelhado. Eclipse solar anular ocorre em 17 de fevereiro, com anel de fogo observável principalmente na Antártica. Superluas aparecem em janeiro, novembro e dezembro, com Lua parecendo maior e mais brilhante no perigeu.

Conjunções planetárias e alinhamentos facilitam identificação de planetas como Júpiter, Vênus e Marte ao longo do ano.

Esses eventos combinam observações acessíveis com avanços científicos, consolidando 2026 como período relevante para astronomia e exploração espacial.

Beatriz Lima é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2024.

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