O estágio central do foguete SLS saiu das instalações de montagem em Nova Orleans. A transferência ocorreu na segunda-feira, 20 de abril. Equipes da NASA posicionaram a estrutura na balsa Pegasus para seguir viagem até o Centro Espacial Kennedy, na Flórida.
Esse movimento representa o primeiro avanço concreto na preparação da Artemis III, marcada para 2027. A missão vai testar o acoplamento da cápsula Orion com veículos comerciais em órbita baixa da Terra. O objetivo maior é preparar o caminho para o pouso tripulado na Lua na Artemis IV, em 2028.
Transporte do core stage inicia sequência de integração em solo
A peça mede 64,6 metros de altura. Ela contém os tanques de propelente criogênico que armazenam mais de 2,7 milhões de litros de hidrogênio e oxigênio líquidos. Quatro motores RS-25, fabricados pela L3Harris Technologies, vão impulsionar o conjunto nos primeiros minutos de voo.
O core stage produz cerca de 900 mil kgf de empuxo durante mais de oito minutos. Ele forma a espinha dorsal do SLS, o único foguete capaz de lançar a Orion, a tripulação e suprimentos em uma única decolagem rumo à Lua.
- O estágio central saiu da Michoud Assembly Facility
- A balsa Pegasus vai cobrir cerca de 1.450 quilômetros até a Flórida
- Equipes no Kennedy vão realizar a integração vertical dos componentes
- Testes de solo precedem a montagem final do veículo de lançamento
A Boeing responde pelo design e montagem estrutural do SLS. A padronização da configuração do foguete, definida pelo administrador da NASA Jared Isaacman, busca agilizar a produção e reduzir custos em missões futuras.
Sucesso da Artemis II impulsiona cronograma da agência
A cápsula Orion retornou à Terra em 10 de abril após dez dias no espaço. A tripulação completou o primeiro voo tripulado ao redor da Lua em mais de cinco décadas. O comandante Reid Wiseman relatou estabilidade durante a reentrada e descreveu os quatro astronautas como “verdes” ao final da jornada.
Administradores da NASA destacaram o evento como marco importante. O teste validou sistemas críticos da Orion para operações além da órbita terrestre baixa. Agora, o foco se volta para o acoplamento em órbita, etapa essencial antes de qualquer tentativa de descida à superfície lunar.
A Artemis III vai manter a tripulação em órbita baixa da Terra. Lá, ela vai praticar rendezvous e docking com ao menos um dos landers comerciais em desenvolvimento pela SpaceX e Blue Origin. Esses ensaios preparam a Artemis IV para o primeiro pouso tripulado americano na Lua desde 1972.
Detalhes técnicos definem capacidade do SLS para missões lunares
O SLS foi projetado para missões de exploração profunda. Seu estágio central opera com propelentes criogênicos armazenados em tanques de grande volume. A estrutura suporta a carga da cápsula Orion e dos módulos superiores necessários para chegar à Lua.
Após a chegada ao Kennedy, técnicos vão instalar os motores RS-25 já usados em testes anteriores e realizar verificações completas. O processo inclui integração com os boosters laterais e o estágio superior. Todo o veículo será testado em solo antes da contagem regressiva.
A sequência atual segue o modelo de montagem já aplicado em lançamentos anteriores do programa. Equipes do Exploration Ground Systems gerenciam as operações no Centro Espacial Kennedy. O cronograma depende do ritmo de entregas e dos resultados dos testes de integração.
Programa Artemis reforça parceria com indústria privada
A NASA conta com empresas para desenvolver os sistemas de pouso lunar. A Artemis III vai validar a interface entre a Orion e esses veículos em ambiente de microgravidade. O exercício permite identificar ajustes necessários antes da missão de 2028.
O retorno gradual à Lua faz parte da estratégia maior de exploração. A agência planeja estabelecer presença sustentada no satélite natural como passo intermediário para futuras viagens a Marte. Cada etapa acumula conhecimento sobre operações de longa duração no espaço profundo.
O transporte desta semana sinaliza que a produção do hardware segue em curso. A balsa Pegasus leva o core stage pelo rio Mississippi e depois pelo Golfo do México até a Flórida. A viagem marítima é parte rotineira da logística do programa SLS.
A agência mantém comunicação aberta sobre os próximos marcos. Detalhes da tripulação e objetivos precisos da Artemis III devem ser divulgados mais perto da data de lançamento, ainda prevista para o meio de 2027.
