Cometa 3I/Atlas tem cauda ampliada em novas fotos do projeto Telescópio Virtual

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cometa Foto: cometa - Foto: Nazarii_Neshcherenskyi/Shutterstock.com

O cometa interestelar 3I/Atlas, descoberto em julho de 2025, teve o crescimento de sua cauda registrado por telescópios robóticos do Projeto Telescópio Virtual, na Itália. As imagens, captadas em 11 de novembro, mostram a cauda iônica do cometa mais nítida, estendendo-se por 0,7 graus na direção nordeste. A observação ocorreu após o periélio, ponto de maior aproximação do Sol, em 29 de outubro. O fenômeno é atribuído à sublimação de gases, intensificada pelo calor solar.

A unidade robótica ARTEC250+Paramount ME+C3Pro61000EC foi essencial para a captura. As imagens revelam também uma anticauda, voltada para leste-sudeste, visível devido à perspectiva da Terra. O Observatório Astronômico Bellatrix destacou a nitidez das fotos. O cometa, que não representa risco à Terra, segue trajetória hiperbólica, indicando origem fora do Sistema Solar.

  • A cauda iônica cresceu devido à liberação de gases e poeira.
  • A anticauda é um efeito óptico, comum em cometas próximos ao periélio.
  • O 3I/Atlas é o terceiro objeto interestelar identificado, após Oumuamua e Borisov.

Novas imagens detalham estrutura do cometa

As fotos de 11 de novembro mostram o núcleo brilhante do 3I/Atlas. A cauda, mais longa, reflete maior atividade do cometa.

A sublimação de gelo, como dióxido de carbono, forma a coma, nuvem gasosa ao redor do núcleo. Astrônomos estimam que o núcleo tenha entre 320 metros e 5,6 quilômetros de diâmetro.

Cometa 3I - Atlas 1
Cometa 3I – Atlas 1 – Divulgação SpaceToday

Observação em tempo real

O Projeto Telescópio Virtual anunciou uma transmissão ao vivo no YouTube. A live, marcada para 19 de novembro, às 1h15 (horário de Brasília), exibirá o cometa em tempo real.

A iniciativa, liderada por Gianluca Masi, reúne telescópios robóticos controlados remotamente. A transmissão visa engajar o público e detalhar as descobertas recentes.

Cometa interestelar intriga cientistas

O 3I/Atlas foi detectado pelo telescópio Atlas, no Chile. Sua trajetória sugere que é mais antigo que o Sistema Solar, com cerca de 7,6 bilhões de anos.

A composição, rica em dióxido de carbono, é incomum. Dados do Telescópio Espacial James Webb indicam oito vezes mais CO₂ que água na coma.

O cometa move-se a 221 mil km/h, sem risco de colisão com a Terra. Em março de 2026, passará a 50 milhões de quilômetros de Júpiter.

Tecnologia por trás das imagens

A unidade ARTEC250 capturou imagens com alta precisão. O equipamento é otimizado para objetos em movimento rápido.

Telescópios como Gemini South e Hubble também observaram o cometa. Suas imagens complementam os dados do Projeto Telescópio Virtual.

A combinação de tecnologias permite estudar a composição química. Isso ajuda a entender a formação de sistemas planetários distantes.

A ausência de fragmentação após o periélio surpreendeu cientistas. O cometa mantém integridade, liberando material continuamente.

Importância científica do 3I/Atlas

O 3I/Atlas oferece pistas sobre sistemas estelares distantes. Sua passagem é uma oportunidade rara para a astronomia.

Acompanhamento contínuo

A Rede Internacional de Alerta de Asteroides monitora o cometa. Um treinamento, de novembro de 2025 a janeiro de 2026, refinará medições orbitais.

Maria Clara é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2016: Formação: Atriz.

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