Agricultores estão adotando uma nova tática para proteger suas plantações: a utilização de aves de rapina. Falcões adestrados são empregados para dispersar pombos, caturritas e outras espécies aviárias que geram perdas financeiras expressivas em cultivos como milho e girassol.
Chamada de controle biológico por falcoaria, esta abordagem se vale do comportamento predatório natural das aves para afastar as pragas agrícolas. A mera aparição dos falcões estimula a saída de grupos de aves das áreas de cultivo, minimizando os estragos sem recorrer a substâncias químicas ou a ações mais invasivas.
A adesão a esta metodologia tem ganhado força, especialmente diante do avanço dos prejuízos causados por pombos e caturritas nas áreas rurais argentinas. Em certas localidades, produtores apontaram perdas que chegaram a 40% de suas colheitas, com maior impacto em lavouras de girassol e milho.
Profissionais do setor ressaltam que o controle biológico surge como uma solução ecologicamente viável, pois visa restaurar o equilíbrio da natureza sem gerar danos significativos ao meio ambiente. Além de resguardar as plantações, essa técnica pode ser aplicada em silos, depósitos e outras instalações agrícolas visadas por essas aves.
A implementação desta estratégia avança em um contexto de crescente apreensão com o número excessivo de pombos e caturritas em certas regiões da Argentina. Agricultores e associações do agronegócio têm cobrado das autoridades a expansão de instrumentos para o manejo e controle dessas espécies, vistas como responsáveis por prejuízos crescentes nas colheitas.
A previsão é que programas que empregam predadores naturais ganhem maior destaque nos anos vindouros, intensificando o combate às pragas de maneira eficaz e com responsabilidade ambiental.
