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Caixa financia imóvel de até R$ 600 mil para a Classe Média

Minha Casa, Minha Vida
Foto: Minha Casa, Minha Vida - Marcelo Camará/MCid/ Gov.br
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O Ministério das Cidades atualizou em 3 de setembro de 2026 os parâmetros operacionais do Minha Casa, Minha Vida em todo o território nacional. As novas diretrizes ampliam o atendimento para proponentes com renda bruta de até R$ 13 mil mensais e elevam o valor máximo das moradias financiadas.

Com a publicação das novas diretrizes habitacionais pelo Ministério das Cidades, famílias de diferentes regiões do Brasil que recebem até R$ 13 mil mensais passam a contar com financiamentos de até R$ 600 mil pela Caixa para compra de moradias novas ou usadas. A Portaria MCID nº 333, publicada em abril de 2026, formalizou a divisão das categorias urbanas e rurais. O texto reajustou valores anteriores para incluir trabalhadores que perderam o acesso às linhas populares após aumentos salariais.

Faixas de renda e limites de compra definidos pelo governo federal

No setor rural brasileiro, os limites anuais autorizados pelo governo vão de R$ 50 mil na Faixa 1 até R$ 134 mil na Faixa 3.

A estrutura de atendimento urbano organiza os mutuários em quatro grupos com tetos específicos de avaliação para as unidades residenciais:

  • Faixa 1: rendimentos de até R$ 3.200 e imóveis de até R$ 275 mil
  • Faixa 2: rendimentos de R$ 3.200,01 a R$ 5 mil e imóveis de até R$ 275 mil
  • Faixa 3: rendimentos de R$ 5.000,01 a R$ 9.600 e imóveis de até R$ 400 mil
  • Classe Média: rendimentos de R$ 9.600,01 a R$ 13 mil e imóveis de até R$ 600 mil

O teto de R$ 600 mil atende de forma exclusiva a categoria intermediária em municípios com maior valor de metro quadrado. As faixas de menor renda continuam limitadas a propriedades de até R$ 275 mil, com valores ajustados conforme o tamanho da cidade. A compra abrange unidades prontas, habitações usadas ou construções na planta com habite-se regularizado.

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A aquisição nas faixas superiores dispensa sorteios públicos municipais. O interessado escolhe a casa ou apartamento no mercado e apresenta a proposta ao agente bancário.

Condições financeiras para contratos da categoria intermediária

A Caixa aplica juros nominais de 10% ao ano nos contratos enquadrados na faixa de até R$ 13 mil. O comprador precisa desembolsar uma entrada equivalente a pelo menos 20% do preço do imóvel na assinatura. O saldo retido na conta do FGTS abate o valor dessa entrada ou reduz as prestações futuras.

O prazo atinge 35 anos.

Subsídios públicos mantêm foco nas famílias de menor renda

Os descontos diretos bancados pelo orçamento da União continuam restritos aos proponentes com vencimentos de até R$ 3.200. No programa Minha Casa, Minha Vida Cidades, o Ministério das Cidades libera até R$ 55 mil de abatimento a fundo perdido na Faixa 1. Os aportes conjuntos de prefeituras e do Distrito Federal alcançam R$ 35 mil na Faixa 2 e R$ 20 mil na Faixa 3. As taxas anuais de juros começam em 4% nos estratos mais baixos e sobem gradativamente até o teto de 10%.

O tomador da linha de R$ 600 mil não pode possuir imóvel urbano registrado em seu nome nem manter outro contrato no Sistema Financeiro de Habitação. A liberação do montante depende da análise de risco de crédito e do laudo de engenharia emitido pela Caixa.

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