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Fernando Haddad aplica isenção de R$ 5 mil no IRPF para 2027

Receita Federal - Marcelo Camargo/ Agência Brasil
Foto: Receita Federal - Marcelo Camargo/ Agência Brasil
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O Ministério da Fazenda determinou em Brasília que a nova faixa de isenção do Imposto de Renda para remunerações de até R$ 5.000 terá aplicação prática na declaração de ajuste de 2027. O sistema tributário nacional opera com base nos rendimentos recebidos durante o ano-calendário precedente. Os novos valores passarão a incidir sobre os contracheques dos trabalhadores ao longo de 2026.

A equipe chefiada pelo ministro Fernando Haddad planejou o calendário para zerar os descontos na fonte a partir de 1º de janeiro de 2026. Trabalhadores com carteira assinada e funcionários públicos deixarão de sofrer retenção salarial mensal, enquanto a prestação de contas definitiva perante a Receita Federal ocorrerá entre março e maio de 2027.

Fernando Haddad assinou a proposta.

O limite de isenção atual contempla salários de até dois pisos nacionais, patamar que atingiu R$ 2.824 depois do reajuste decretado pelo Palácio do Planalto. A elevação do teto para R$ 5.000 livrará cerca de 10 milhões de cidadãos do pagamento do tributo, alcançando empregados do setor privado, aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social. O governo calcula que o contingente total de beneficiados sem retenção do imposto chegará a 36 milhões de pessoas no país.

Taxação sobre rendimentos anuais acima de R$ 600 mil custeia ampliação da faixa

Para compensar a perda de arrecadação voltada à classe média, os gestores desenharam uma tributação mínima progressiva de 10% sobre rendas anuais que superem R$ 600 mil, alcançando dividendos, aplicações em carteiras financeiras e ganhos de capital que antes permaneciam isentos. O mecanismo busca coibir distorções e garantir receita estável aos cofres públicos.

Os auditores da Secretaria da Receita Federal projetaram que a incidência sobre os contribuintes de maior poder aquisitivo recolherá R$ 35 bilhões por ano. O montante arrecadado cobrirá o custo financeiro resultante da desoneração dos trabalhadores. O ministro Fernando Haddad declarou que a reformulação preserva o equilíbrio orçamentário dentro dos parâmetros da Lei de Responsabilidade Fiscal. A pasta pretende manter a neutralidade fiscal durante a vigência do programa.

Cronograma estabelece prazos para atualização de sistemas e folhas de pagamento

A transição para as novas regras exigirá reformulações operacionais em empresas e órgãos públicos sediados nos estados e municípios. As etapas técnicas compreendem os seguintes marcos:

  • Aprovação da matéria pelo Congresso Nacional em Brasília
  • Atualização das diretrizes operacionais no Fisco federal
  • Adequação dos sistemas de processamento de salários corporativos até o fim de 2025
  • Fim dos descontos na folha salarial dos beneficiados a contar de janeiro de 2026
  • Envio da declaração anual ajustada aos novos parâmetros entre março e maio de 2027

A Receita Federal modificará os programas computacionais e as ferramentas digitais para viabilizar as faixas graduais de cálculo. O órgão manterá a opção da declaração pré-preenchida para os contribuintes. Esse formato integra automaticamente os informes encaminhados pelas empresas na Declaração do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte.

Congresso Nacional analisa projetos para definir a vigência das regras

O Palácio do Planalto protocolou as mudanças fiscais no Congresso Nacional por meio de um projeto de lei ordinária e de uma proposta de emenda constitucional. O presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco, recebeu os textos iniciais para encaminhamento às comissões temáticas em Brasília, antes das deliberações em dois turnos pelos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado.

Bancadas partidárias avisaram que a discussão das medidas ocupará os próximos meses no Parlamento. Parlamentares pretendem revisar os critérios de abatimento para gastos com saúde e dependentes. Qualquer alteração aprovada demandará novos cálculos por parte dos auditores federais.

O Palácio do Planalto tenta concluir a votação antes do recesso de fim de ano em Brasília.

Mudança orçamentária atinge renda familiar e comércio nas capitais

O trabalhador com renda de R$ 5.000 terá um alívio de R$ 330 mensais quando a tabela de 2026 vigorar. Essa folga salarial movimentará o consumo direto em praças como São Paulo e Rio de Janeiro.

A proposta estabelece um abatimento escalonado para salários entre R$ 5.000,01 e R$ 7.500 mensais. Essa transição protege mais de 4 milhões de trabalhadores formais contra descontos abruptos no contracheque. O modelo preserva o ganho financeiro obtido em promoções e reajustes.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços acompanha o andamento das votações em Brasília. A equipe econômica avalia os reflexos da reformulação tributária sobre o mercado produtivo.

A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado marcou debates com a Confederação Nacional da Indústria sobre a tributação de lucros e dividendos.

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